Domingo, 19 de Julho de 2009

A Vindima

Com os cestos aos ombros

Vergados, cansados

Pendurados nas encostas a pique

As vinhas carregadas, belas

O vinho é o sangue do esforço

Da mulher e do homem fortes

As folhas amarelo-castanhas, vermelhas

Com o sol a reflectir Beleza

E o trabalho, todo ele aspereza

E ao fim da tarde, exaustos, gastos

Esperam quem os leve a casa

Conversam, riem

Parecem felizes

O trabalho, o dever cumprido

Quem não trabalha, não come

E eles sabem que é assim, ali

E a beleza, tanta beleza à volta

Faz descansar a Alma, a vista

O vinho é caro, vai pelo mundo fora

Enche os bolsos de muitos

Que lhes estão acima

Mas o trabalho, o esforço é da vindima

São poucas as moedas

Para pagar este suor

Misturado com os cachos

Argamassa deste labor

E foi este esforço não reconhecido aqui

Que alcandorou o Douro

A Património da Humanidade

A Património Mundial

É Beleza, é sofrimento igual.

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Publicado por Isabel Sá Lopes às 21:22

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