Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Ondas

Ondas alterosas, revoltadas

Lançam-se contra as rochas tonitruantes

Rochas absortas, nem expectantes

Ondas, mãos verticais, atiradas ao Céu

Em preces perdidas

Insistentes

Desistentes

Ondas homéricas, sanguinárias

Tantas mortes, tantas e várias

Destruições, maremotos, naufrágios

Reais e presságios

Ondas temerosas, monstruosas

Ondulantes onduladas

Desenvoltas espraiadas

E já tão alvas, tão belas

Atiram-se às quentes areias

Que as atraem, quais sereias

Deitam-se e e enteiam-se

Ao calor do Sol

Tão fracas, tão sensíveis

Sensações impossíveis

Calmas, cada vez mais calmas

Esquecidas da revolta e dor

Longínqua a agonia

Beijam a praia

Inspiram a maresia

Sentem o Sol, a areia, o calor

Essa sinfonia

Esse Mar de Amor

Publicado por Isabel Sá Lopes às 16:40

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