Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Outono

 

 

 

 

O vento atira-se às janelas

As árvores estremecem, tremem

Abanam sem parar

Lançar sombras fantasmagóricas

Alteram a aparência do lugar

O vento sopra, uiva, extenuado

Lança-se contra a pele, infeliz, arrepiado

As folhas balançam, desiquilibram-se

Tentam agarrar-se, viver

São arrancadas cerce, vão morrer

Tapetes castanhos, amarelo-avermelhados

Enchem as ruas, os jardins, as matas

Os pés levantam, arrastam

Esse manto belo, morto

E de súbito uma rajada

Estilhaça, espalha pelo ar

A dançar, a dançar

Folhas desenhadas com arte

Folhas enroladas por dedos mágicos

Côr e mais côr a rodopiar

A pena de não ter uma máquina

Para as agarrar e fixar

Pelas frinchas infiltra-se forte o frio

Nas nuvens negras a água pesa já

Em pouco tempo vai desabar

A Terra sedenta vai consolar

MAS A MIM NÃO

Faz-me falta o calor, a LUZ

A Festa do VERÃO.

 

Isabel Sá Lopes

 

Publicado por Isabel Sá Lopes às 17:00

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